O show seca jato de Jucá

 

As edições carioca e paulista do Lance entram em campo hoje falando também para os torcedores políticos. “PARA ESTANCAR A SANGRIA”, manchete do que circula em SP, não deixa dúvidas: a frase foi dita por Romero Jucá para secar a Lava Jato. Mas ela serve também para o Corinthians. Ótimo. “Olha o pacto!”, ainda reforça um subtítulo, abrindo a chamada. O Lance do Rio talvez não tenha cravado sua manchete intencionalmente política: “VAI SOBRAR PRA ALGUÉM”. No campo político, policial e judicial é claro que alguém vai pagar o pato, e não será a Fiesp. O mesmo gravador premiado que fulminou Jucá conversou também com Renan, Sarney e outros luminares do Congresso. Vai sobrar para quem agora? Nesse caso, pode ser interpretação minha. Que o pessoal de esportes não queira ficar de fora, eu admiro. Mesmo no banco de reservas, sinto coceira nos dedos para entrar no jogo.

O restante dos jornais e jornalões não fugiu ao padrão do dia a dia. Nenhuma manchete sobressai do conjunto em torno do áudio exterminador. O Jornal de Santa Catarina esboçou um calendário para realçar que a primeira séria crise do governo Temer demorou apenas 12 dias para implodir. O Povo, do Ceará, destaca um detalhe: “Cearense é pivô do primeiro escândalo do governo Temer”. (Há quem discorde, lembrando que o pivô estreante caiu da boca de Renan, enquanto ele concedia uma entrevista coletiva). Brincadeira à parte, o gravador premiado Sérgio Machado é do Ceará, e daí O Povo requisitar certa intimidade com o escândalo, ele que reclamou que não havia cearense no governo Temer, quando anunciado o ministério. Jornais que trataram a queda de Jucá como segundo ou terceiro assunto do dia, ou que anunciam hoje que o que aconteceu foi apenas licenciamento, ficaram de fora do slideshow da seleção de capas, exibido abaixo.

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Sexta, 13: o primeiro dia de Temer

Aqui estão algumas capas que fogem à mesmice ao tratar de um mesmo assunto, o primeiro dia da posse de Temer e da saída de Dilma. O Metro tem surpreendido a cada dia. Pena que seu conteúdo não empate com a forma, porque os jornalões produzem mais e tem mais páginas, repórteres e fotógrafos. O Hora, de Florianópolis, se inspirou, provavelmente, no Zé Simão, da Folha. Apresenta o Temer como num filme de terror, a manchete A ERA TEMER em fonte de vampiro, e uma lembrança oportuna: hoje é sexta-feira, 13. O Zero Hora ousou: juntou capa (com Temer) e contracapa (com Dilma). O Correio Braziliense e o Diário Gaúcho tiveram a mesma ideia, com formatos diferentes: dão um recorte e cobre as promessas do novo presidente, com direito a tesourinha e fio pontilhado. Pessoalmente, duvido que muitos leitores o façam. E os que o fizerem devem ler antes a página 2, que, recortada, perderão. Destacamos, por fim, o Jornal de Santa Catarina, que teve a coragem de desprezar o farto material fotográfico do dia e abrir na capa e contracapa unidas, a foto preto e branca da posse de Dilma e Temer em 2015, então separados, naturalmente, pela dobra do tabloide. Meus parabéns a equipe que a produziu. (As capas estão maiores no slide show mais abaixo.)

 

 

 

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BRAZIL NO MUNDO

Surpresa: para começar o painel da repercussão na imprensa internacional da troca de comando no Brasil, destaque para o editorial de capa do Granma, do PC de Cuba, assinado pelo Governo Revolucionário.

gra,ma

BUL_DUMAOs búlgaros, que tanto festejaram a eleição de  Dilma Rousseff, búlgara por parte do pai, despediram-se dela, com uma pequena foto de capa, na coluna à esquerda.

 

 

 

 

 

Detalhe na cobertura internacional. Os jornais preferiram publicar fotos de Dilma.

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