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O MUNDO JÁ NA BANCA

Atenção: na capa do Le Monde, os primeiros dias de Bolsonaro. Na The New Yorker cai neve, mas não sei se o GIF funcionará, se o movimento será mantido aqui com as outras capas estáticas. No Última Notícias venezuelano Maduro afirma que, na Venezuela, quem elege o presidente é o povo. E o brasileiro Ghosn volta a ser notícia, agora aparecendo para se defender das acusações que o mantém preso no Japão.

O terror em 102 capas

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O Daily News responsabiliza a poderosa National Rifle Association, que zela pelos direitos de quem quer se armar nos Estados Unidos, pela carnificina na boate gay em Orlando, com 50 mortos e 53 feridos.

“Sem palavras”, o Tampa Bay Times (TBT), da cidade vizinha à tragédia de Orlando, publica uma rosa multicolorida. Na capa do Orlando Sentinel, um editorial para cicatrizar feridas abertas pelo massacre. Os jornais RedEye (Chicago) e Oregonian (Oregon) optaram por frases, como “Diante do ódio e violência, amaremos uns aos outros”, ou apelos à união, em suas capas sem fotos nem manchetes.

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Aqui o panorama da noite do terror em Orlando em 102 capas de jornais dos EUA e do mundo

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Sexta, 13: o primeiro dia de Temer

Aqui estão algumas capas que fogem à mesmice ao tratar de um mesmo assunto, o primeiro dia da posse de Temer e da saída de Dilma. O Metro tem surpreendido a cada dia. Pena que seu conteúdo não empate com a forma, porque os jornalões produzem mais e tem mais páginas, repórteres e fotógrafos. O Hora, de Florianópolis, se inspirou, provavelmente, no Zé Simão, da Folha. Apresenta o Temer como num filme de terror, a manchete A ERA TEMER em fonte de vampiro, e uma lembrança oportuna: hoje é sexta-feira, 13. O Zero Hora ousou: juntou capa (com Temer) e contracapa (com Dilma). O Correio Braziliense e o Diário Gaúcho tiveram a mesma ideia, com formatos diferentes: dão um recorte e cobre as promessas do novo presidente, com direito a tesourinha e fio pontilhado. Pessoalmente, duvido que muitos leitores o façam. E os que o fizerem devem ler antes a página 2, que, recortada, perderão. Destacamos, por fim, o Jornal de Santa Catarina, que teve a coragem de desprezar o farto material fotográfico do dia e abrir na capa e contracapa unidas, a foto preto e branca da posse de Dilma e Temer em 2015, então separados, naturalmente, pela dobra do tabloide. Meus parabéns a equipe que a produziu. (As capas estão maiores no slide show mais abaixo.)

 

 

 

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BRAZIL NO MUNDO

Surpresa: para começar o painel da repercussão na imprensa internacional da troca de comando no Brasil, destaque para o editorial de capa do Granma, do PC de Cuba, assinado pelo Governo Revolucionário.

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BUL_DUMAOs búlgaros, que tanto festejaram a eleição de  Dilma Rousseff, búlgara por parte do pai, despediram-se dela, com uma pequena foto de capa, na coluna à esquerda.

 

 

 

 

 

Detalhe na cobertura internacional. Os jornais preferiram publicar fotos de Dilma.

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A longa noite da imprensa

Como diz a manchete do Agora, o BRASIL DORME COM DILMA E ACORDA COM TEMER. Certa noite, faz tempo, os israelenses e eu  dormimos com Shimon Peres eleito e acordamos com Bibi Netanyhau primeiro-ministro. Lá, muito menos eleitores, era mais fácil acertar. A longa noite do impeachment impôs um desafio aos jornais, com hora de fechamento. Avançar o sinal, apostando nas previsões do voto dos senadores? O editor que já enfrentou um dilema assim sabe como é. Se decidir arriscar, passará a noite acordado — e, se tiver errado, seu jornal provavelmente já terá rodado. A solução que mais me agradou — eu que, lembro, não sou parâmetro universal — foi a do Estadão, novamente com um poster como capa, baseada em caderno especial sobre Michel Temer. A foto de Jaques Wagner e Dilma espiando a esplanada pela cortina do palácio entreaberta, distribuída pela Agência Brasil, fez a unanimidade nas capas de hoje. Destaco a publicada pela Gazeta do Povo, que a abriu generosamente. Surpresa veio de Franca, onde o Comércio também deu poster e driblou o impasse com um esperto À ESPERA DO FIM. O Metro e o Correio Braziliense mantiveram o bom nível na sequência do impeachment.

Jornal_O_Globo___Notícias_OnlineO Globo merece destaque especial: esperou o final da sessão no Senado para dar uma manchete segura e definitiva. Avisou aos leitores no online que circularia mais tarde.

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