Todas as capas da presidentA

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As seis capas destacadas acima estão, a meu ver, fora da mesmice geral — embora a mesmice também possa ter sua beleza, em alguns casos. O critério para a seleção foi a criatividade, um trabalho a mais na edição em prol do eleitor — e pessoal, não sendo eu parâmetro objetivo. O gratuito Metro tem se esmerado. Poster, título curto — e só. Claro que não vai competir com os jornalões em conteúdo. Temos a intrigante capa do Super. Não sei se foi intencional, mas a manchete para o futebol NÃO VAI TER VOLTA, ao lado da chamadinha para Dilma, ficou curiosa. Criatividade em abundância, perigosa, na fronteira entre o genial e o ridículo, vai estampada no Diário de São Paulo. É uma carta manuscrita para Dilma, assinada por “eleitores”, e que termina com TCHAU, QUERIDA. Suponho que tenha sido especialmente produzida para a capa. O Correio Braziliense, pródigo em primeiras páginas premiadas, dá a impressão de que tem buscado ideias em seu baú glorioso. Abaixo da dobra, revirado, está o Temer; e acima, Dilma, ambos transformados em cartas, uma dando a ÚLTIMA CARTADA,  o outro pondo AS CARTAS EM JOGO. Está ótimo, mas, se não me engano, já vi os mesmos recursos antes no mesmo jornal. O Estado de Minas não rompeu o seu formato, como tem feito na cobertura de grandes acontecimentos, e saiu com a Dilma pedalando, numa foto super vertical, e um título curto, PEDALADAS FINAIS. O DC:, de Santa Catarina, deu por título O DIA D (seguem-se em tom rebaixado palavras corriqueiras no processo de impeachment que contenham D, grafado em vermelho, a silhueta de Dilma por cima, e o final DE DILMA, completando a frase. Abaixo temos dez jornais internacionais que deram o impeachment na capa. No The  New YorK Times está no cantinho à esquerda, no pé da página. Mas no Wall Street Journal é a foto principal. Nossos hermanos e vizinhos compareceram, como também o espanhol El Pais, interessadíssimos no futuro do Brasil.

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Cunha caiu nas capas dos jornais

Fui aos jornais brasileiros na expectativa de encontrar criativas capas sobre a suspensão deBRA^RJ_MET Eduardo Cunha. Surpreendi-me ao me deparar com tão poucas. Assim de memória, marcantes são a ilustração na capa do Estado de Minas, obliterada por um título demasiadamente longo; a charge no alto do Correio Braziliense; a capa do Metro, sim, foi elaborada e está de ótimo nível; entre os jornalões, o único que se lembrou de que todo o Brasil já sabia da decisão do STF foi o Valor, que então deu um passo adiante, atraindo o leitor para um ângulo novo, uma reflexão sobre o impacto da notícia para o eventual governo Temer . O Globo saiu com a manchete mais curta, forte: CUNHA FORA. Alguns jornais nem deram a notícia, e então os deixei de fora. Alguns que a deram, mas escondida, entraram na seleção, com 44 jornais ao todo. Dos internacionais, o único que se interessou foi o Buenos Aires Herald, em inglês. Não há nada nas capas do Washington Post e do New York Times, muito embora nos jornais da TV, ontem, a eles fosse creditada “grande cobertura” — nas edições on-line, sim, mas nas impressas, não. Ah, uma das capas nacionais me chamou a atenção ao repetir o que fez o Jornal da Tarde certa vez: “escolha sua manchete”. Uma das sugestões é o “tchau, querido”, que saiu também em outros jornais e apareceu demais nas comemorações contra Cunha na internet. Divirtam-se.

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Capas do impeachment

O sempre criativo Correio Braziliense inspirou-se na “carta fora do baralho” com que Dilma se equiparou. Lembrou o tempo em que os EUA tinham um “baralho” a eliminar no Iraque. Depois da bela capa que rompeu o padrão gráfico do Estadão, no domingo, a de segunda é de novo um poster. Difícil superar o próprio sucesso, day after. O Hoje em Dia agigantou o número 367, o de votos contra a presidente Dilma, que aparece com a faixa. Interessante. O Jornal de Santa Catarina fez uma bela capa, tão minimalista e com espaços brancos quanto a Gazeta do Povo no domingo. Mas ficará sherlock para muitos leitores, tão abstrata, assim à primeira vista, se antes não for lido o texto que a explica. Fala “Em Transformação”, ilustrada por um casulo. Nada mais, nem foto da sessão da Câmara ou de povo nas ruas. Ousado, sim. Mas sou de uma escola de diagramação em que visual que requer explicação textual não será bem sucedido. A Folha e o Liberal empataram na manchete de uma única palavra: IMPEACHMENT. O Notícias do Dia, de Florianópolis, usou um recurso guardado para momentos históricos: uniu capa e contracapa, com uma foto enorme.

O The New York Times e Washington Post deram manchete com Dilma, mas daquelas envergonhadas, uma coluna do lado direito, tipologia pequena. Manchetes grandes sobre o Brasil saíram em três jornais argentinos. E também no México e na Nicarágua.

Jornais nacionais

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 Jornais internacionais

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GALERIA LAVA JATO

MAIS UMA OBRA PRODUZIDA PELA PETROBRAS:

ARTE LAVA JATO.

O ACERVO PARCIAL EXPOSTO AQUI VAI EM

BREVE ENRIQUECER A GALERIA DO MUSEU DA CORRUPÇÃO, HOJE

EXPONDO A COLEÇÃO DE ARTE DE EDEMAR CID FERREIRA,

DO EX-BANCO SANTOS (veja em www.muco.com.br).

OS “CURADORES” DA POLÍCIA FEDERAL REPASSARAM 48 OBRAS

ENCONTRADAS COM ZWI SKORNICKI, REPRESENTANTE DA

EMPRESA DE ENGENHARIA NAVAL DE SINGAPURA KEPPEL FELS,

AO MUSEU OSCAR NIEMEYER, EM CURITIBA.

A mansão de Zwi Skornicki, no Rio. (fotos Bernardes Jacobsen/Divulgação)

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