REINO desUNIDO

A saída do Reino Unido da União Europeia pegou os jornais britânicos muito além do horário de fechamento normal. Mas a maioria deles deu um jeito de publicar a notícia histórica, para muitos inesperada. A revista The Economist saiu, como todas as semanas, na quinta-feira, o dia do plebiscito, com a capabeijo dedicada à inteligência artificial, mas avisou on-line que faria outra edição para o BREXIT, com circulação local. Feito:  ilustrou-a com a bandeira britânica rasgada ao meio, como o próprio país dividido. 950

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Ilustração na The Economist

Outros jornais europeus também esperaram a contagem dos votos. (Os jornalões brasileiros não tiveram tanto problemas de horário). Aqui, algumas capas selecionadas.

 

 

 

 

BRAZIL NO MUNDO

Surpresa: para começar o painel da repercussão na imprensa internacional da troca de comando no Brasil, destaque para o editorial de capa do Granma, do PC de Cuba, assinado pelo Governo Revolucionário.

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BUL_DUMAOs búlgaros, que tanto festejaram a eleição de  Dilma Rousseff, búlgara por parte do pai, despediram-se dela, com uma pequena foto de capa, na coluna à esquerda.

 

 

 

 

 

Detalhe na cobertura internacional. Os jornais preferiram publicar fotos de Dilma.

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°°°

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A longa noite da imprensa

Como diz a manchete do Agora, o BRASIL DORME COM DILMA E ACORDA COM TEMER. Certa noite, faz tempo, os israelenses e eu  dormimos com Shimon Peres eleito e acordamos com Bibi Netanyhau primeiro-ministro. Lá, muito menos eleitores, era mais fácil acertar. A longa noite do impeachment impôs um desafio aos jornais, com hora de fechamento. Avançar o sinal, apostando nas previsões do voto dos senadores? O editor que já enfrentou um dilema assim sabe como é. Se decidir arriscar, passará a noite acordado — e, se tiver errado, seu jornal provavelmente já terá rodado. A solução que mais me agradou — eu que, lembro, não sou parâmetro universal — foi a do Estadão, novamente com um poster como capa, baseada em caderno especial sobre Michel Temer. A foto de Jaques Wagner e Dilma espiando a esplanada pela cortina do palácio entreaberta, distribuída pela Agência Brasil, fez a unanimidade nas capas de hoje. Destaco a publicada pela Gazeta do Povo, que a abriu generosamente. Surpresa veio de Franca, onde o Comércio também deu poster e driblou o impasse com um esperto À ESPERA DO FIM. O Metro e o Correio Braziliense mantiveram o bom nível na sequência do impeachment.

Jornal_O_Globo___Notícias_OnlineO Globo merece destaque especial: esperou o final da sessão no Senado para dar uma manchete segura e definitiva. Avisou aos leitores no online que circularia mais tarde.

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Cunha caiu nas capas dos jornais

Fui aos jornais brasileiros na expectativa de encontrar criativas capas sobre a suspensão deBRA^RJ_MET Eduardo Cunha. Surpreendi-me ao me deparar com tão poucas. Assim de memória, marcantes são a ilustração na capa do Estado de Minas, obliterada por um título demasiadamente longo; a charge no alto do Correio Braziliense; a capa do Metro, sim, foi elaborada e está de ótimo nível; entre os jornalões, o único que se lembrou de que todo o Brasil já sabia da decisão do STF foi o Valor, que então deu um passo adiante, atraindo o leitor para um ângulo novo, uma reflexão sobre o impacto da notícia para o eventual governo Temer . O Globo saiu com a manchete mais curta, forte: CUNHA FORA. Alguns jornais nem deram a notícia, e então os deixei de fora. Alguns que a deram, mas escondida, entraram na seleção, com 44 jornais ao todo. Dos internacionais, o único que se interessou foi o Buenos Aires Herald, em inglês. Não há nada nas capas do Washington Post e do New York Times, muito embora nos jornais da TV, ontem, a eles fosse creditada “grande cobertura” — nas edições on-line, sim, mas nas impressas, não. Ah, uma das capas nacionais me chamou a atenção ao repetir o que fez o Jornal da Tarde certa vez: “escolha sua manchete”. Uma das sugestões é o “tchau, querido”, que saiu também em outros jornais e apareceu demais nas comemorações contra Cunha na internet. Divirtam-se.

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Capas do impeachment

O sempre criativo Correio Braziliense inspirou-se na “carta fora do baralho” com que Dilma se equiparou. Lembrou o tempo em que os EUA tinham um “baralho” a eliminar no Iraque. Depois da bela capa que rompeu o padrão gráfico do Estadão, no domingo, a de segunda é de novo um poster. Difícil superar o próprio sucesso, day after. O Hoje em Dia agigantou o número 367, o de votos contra a presidente Dilma, que aparece com a faixa. Interessante. O Jornal de Santa Catarina fez uma bela capa, tão minimalista e com espaços brancos quanto a Gazeta do Povo no domingo. Mas ficará sherlock para muitos leitores, tão abstrata, assim à primeira vista, se antes não for lido o texto que a explica. Fala “Em Transformação”, ilustrada por um casulo. Nada mais, nem foto da sessão da Câmara ou de povo nas ruas. Ousado, sim. Mas sou de uma escola de diagramação em que visual que requer explicação textual não será bem sucedido. A Folha e o Liberal empataram na manchete de uma única palavra: IMPEACHMENT. O Notícias do Dia, de Florianópolis, usou um recurso guardado para momentos históricos: uniu capa e contracapa, com uma foto enorme.

O The New York Times e Washington Post deram manchete com Dilma, mas daquelas envergonhadas, uma coluna do lado direito, tipologia pequena. Manchetes grandes sobre o Brasil saíram em três jornais argentinos. E também no México e na Nicarágua.

Jornais nacionais

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 Jornais internacionais

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Galeria: Digesto Econômico.

19Ao postar esta capa da Digesto com a garota

que não deu a mão ao presidente Figueiredo, acendi

a curiosidade de amigos do Facebook, Linkedin e Google+:

“Que revista é essa?”.

Estou postando algumas capas da Digesto que resgatei,

mas ainda faltam muitas outras a serem acrescentadas.

Passe por aqui de vez e quando, a partir de amanhã,

para ver a galeria  completa ou se completando.

A revista Digesto Econômico morreu aos 64 anos, junto com o octogenário jornal Diário do Comércio, por uma decisão da Associação Comercial de São Paulo, seu publisher. O último número foi suspenso na gráfica, pronto para rodar. A Digesto teve um passado de glória, com articulistas influentes no mundo da economia, academia e política, e por seu papel durante a Revolução Constitucionalista de 1932. As últimas edições bimensais focaram os temas da atualidade, com análises e reportagens aprofundadas, e um dossiê completo para pautar os candidatos à Presidência na campanha de 2010 (só Dilma Rousseff não compareceu ao debate em que o receberia). Havia três anos a Digesto elegia os melhores dos maiores da economia nacional, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e Boa Vista Serviços.


Este é um dos últimos expedientes da revista Digesto.

A capa era um rodízio entre os artistas Max e Paulo Zielberman.

E o layout ficava com Lino Fernandes, nas férias de Evana Sutilo.

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