Sete minutos em Davos

Bolsonaro “não brilhou” em sua estreia internacional, mesmo sem competir com Trump e a primeiro-ministra britânica Theresa May, ausentes. É a manchete do Diário de Notícias, de Portugal. Para o The Times, de Londres, quem brilhou no primeiro dia de Davos foi Sir David Attenborough, 92 anos, historiador, falando sobre nosso planeta, num debate moderado pelo príncipe William.


“Improvável protetor da Amazônia”, como a Bolsonaro se referiu a newsletter de Davos produzida pela revista digital Quartz, ele tentou convencer a plateia de que tem credenciais de defensor das florestas e do ar que respiramos.

Logo depois, num painel sobre desmatamento, a primatóloga, etóloga e antropóloga britânica Jane Goodall, 84 anos, declarou: “Todos estamos preocupados com a nova administração no Brasil”.

O jornal The Guardian publicou uma extensa reportagem de seu correspondente na América Latina, Tom Phillips, acrescentando à performance de Bolsonaro em Davos a sombra do escândalo protagonizado pelo filho e senador Flávio Bolsonaro no Brasil. Chamou-o de bola de neve, talvez inspirado pelas imagens de Davos.

O Forum Econômico Mundial oferece um ótimo programa que poderia fazer bem a Bolsonaro: 30 minutos de meditação guiada por Tsoknyi Rinpoche. É recomendado para “centrar” as pessoas. Outro bom programa não faz o gênero de nosso presidente: o guitarrista do Queen, Brian May, vai apresentar um novo trabalho baseado no pouso da Apollo na Lua.

Sir David Attenborough declarou que “nunca houve um tempo em que tanta gente está desconectada do mundo natural como agora”. Depois do príncipe William, quem fez dupla com ele foi o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore. A mensagem que ele deixou é assustadora: “O futuro do mundo natural está em nossas mãos. Podemos destruí-lo facilmente. Podemos destruí-lo sem mesmo notar que o estamos fazendo”.

Nos jornais europeus, o tributo ao jogador argentino Emiliano Sala Taffarel, atacante do Cardiff City, uma das quatro pessoas de um voo privado que não chegou ao destino, desaparecido no Canal da Mancha. Ele mandou uma mensagem do avião: “Se em uma hora e meia não tiverem notícias, já sabem”. No TuttoSport italiano, o grito de Marcelo: “quero a Juve”, onde já joga Cristiano Ronaldo.

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